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UTI Covid está lotada e Prefeitura
alerta para possível colapso

   O sistema de saúde alegretense inspira cuidados e preocupação, segundo afirma o prefeito Márcio Amaral. Isso porque a fila para a internação de pacientes com a covid-19 não para de crescer. Além disso, nos últimos dias, houve aumento na média de contaminações e também das mortes pela doença causada pelo coronavírus no município. Somente  no dia 24 de fevereiro foram  116 novos casos. Além disso, em reunião do Comitê de Gestão de Crise Covid-19 de Alegrete, a médica Marilene Campagnolo, uma das profissionais da linha de frente da Santa Casa, explicou que a UTI Covid está completamente lotada e já há pacientes que estão aguardando vaga no Hospital de Campanha. Além disso, a procura por atendimento na Unidade de Pronto-Atendimento, onde fica o gripário, aumentou consideravelmente. “Está difícil atender as na hora que elas precisam, por causa da pressão no sistema. Está ficando cada vez mais difícil”, lamentou a médica.
    No entanto, o problema vivido pelas autoridades é a velocidade com que a doença tem se espalhado nos últimos dias. “Se continuar do jeito que as pessoas estão transmitindo a doença umas para as outras, fica complicado, porque nós não temos como acompanhar com o aumento de leitos na UTI Covid, por exemplo, [o colapso] pode sim se tornar uma realidade”, alerta a secretária municipal da Saúde, Haracelli Fontoura. Segundo ela, caso o número de pacientes aguardando internação continue crescendo nessa velocidade, é possível que o sistema de saúde de Alegrete entre em colapso. “A UTI Covid já está 100% ocupada. E continuam chegando pessoas que precisam de cuidados e até intubação. O sistema está muito mais pressionado”, alerta a secretária.
    O prefeito Márcio Amaral ressalta que a pressão no sistema de saúde – boa parte dela também causada pelo fato das pessoas terem relaxado nas medidas de isolamento e nos protocolos para controlar o espalhamento do coronavírus - não afeta só os pacientes, mas também os profissionais que tem de lidar com a sobrecarga de trabalho. “Vejo que os profissionais da saúde estão com medo e cansados, desgastados. Estão trabalhando no limite. Ou nós revertemos a curva de crescimento ou, em breve, teremos que tomar medidas duras. Se a curva de crescimento for mantida, corre o risco de colapso. Mas é claro que se todos apoiarem isso não irá acontecer”, enfatiza o prefeito.
    O Prefeito pondera que o comércio tem sido parceiro e tem cumprido as regras e que o problema maior é de uma parte da população que não está consciente dos reais perigos da pandemia. “O comércio está fechando às 20h. Precisamos de reflexão. Quem não está usando máscara? Os números mostram que não estamos respeitando o distanciamento social. Festas de fim de ano, carnaval e daqui a pouco a Páscoa. Denúncias de festinhas clandestinas todos os finais de semana e excursões para a praia. Não existem milagres. Ou paramos de nos enganar ou temos que ter a consciência de que não vai ter vagas no hospital para todos. E a maioria dos hospitais da região e da Capital não estão recebendo pacientes. Não há para onde ir”, finaliza.
 

Prefeitura instalará barracas para atender

pessoas com sintomas de síndrome gripal

A Prefeitura de Alegrete, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Exército, instalará barracas para atender pessoas com sintomas de síndrome gripal que podem estar contaminadas com Covid-19. A medida foi tomada diante do aumento de casos na cidade nos últimos dias.
As barracas serão instaladas na UPA e no Centro Social Urbano e contarão com equipes com médicos, técnicos e voluntários. Interessados em trabalhar voluntariamente devem entrar em contato com a Secretaria de Saúde. As unidades de atendimento funcionarão em três turnos. Profissionais interessados em ajudar receberão treinamento.
A secretária de Saúde Haracelli Fontoura afirmou que “essa é uma forma de ampliarmos a cobertura de atendimento aos casos suspeitos, diminuirmos a pressão em do nosso sistema e podermos orientar melhor a nossa população sobre os cuidados corretos. Estamos fazendo todo o possível para conter a disseminação do vírus, mas é preciso que todos também façam a sua parte”.
 

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