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Um passo para a humanização

por Paulo Eduardo de Barros Fonseca - Governador 2006/2007  do Distrito 4430 de Rotary International.

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   A ciência, a partir de evidências, sustenta a teoria de que há aproximadamente 14 bilhões de anos aconteceu uma grande explosão, chamada big bang, que resultou na formação do universo. Dentro de um processo de evolução, por meio de transformações, o planeta Terra teria sido formado há 4.500 milhões de anos, quando teve origem nosso sistema solar. A vida no planeta Terra teria começado há pouco mais de 3.500 milhões de anos. Já o homo sapiens, que em grego significa homem sábio, como espécie, teria surgido há 200 mil anos, atingindo o comportamento atual há cerca de 50 mil anos.
Sem maiores digressões acerca da tese relativa à evolução humana, mas levando em conta a resumida cronológica descrita, percebe-se que dentro do processo de transformação e evolução do universo a presença no homo sapiens no ecossistema do planeta é recente e que dentre todos os seres que habitam este planeta somente ele é dotado de inteligência, porque tem um cérebro altamente desenvolvido, com capacidade de raciocínio e autoconsciência, que o definem como pessoa e, portanto, o distingue dos demais seres.  Além disso, o homo sapiens é um ser gregário, que vive em sociedade, o que o capacita para o desenvolvimento de suas potencialidades, inclusive, de preservação. Rousseau*, um dos principais filósofos do iluminismo, que foi um movimento cultural que procurou mobilizar o poder da razão para reformar a sociedade e o conhecimento da tradição vigente, cujas suas ideias influenciaram a Revolução Francesa – 1789 -, afirmou que o “primeiro sentimento do homem foi o da sua existência; o primeiro cuidado, o da sua conservação”, obviamente, no intuito de preservação da espécie. (*in O Contrato Social e outros Estudos, 4ª edição, São Paulo, Contrix).
Nesse contexto, é de se indagar por que as convivências, normalmente, são difíceis e ensejam conflitos que evidenciam que o homo sapiens, apesar de gregário e inteligente, usa suas qualidades em proveito próprio ou de alguns poucos?
Outra não pode ser a resposta a não ser pelo fato de que todos os espíritos foram criados simples e ignorantes, de modo que ainda estão desenvolvendo os sentidos, sentimentos e o intelecto para criar relações e laços de convivência mais estáveis.
Com base nessa constatação é plausível afirmar que nenhum homem é um ser completo pois está em processo de aprimoramento ético e moral.
Mas, quando cada pessoa aprender a lidar com os seus sentimentos, com a racionalidade e suas sensações teremos dado importante passo para a humanização, porque haverá a compreensão de que “homem nenhum possui faculdades completas” e que mediante “a união social é que eles se completam para assegurar o seu bem estar e progredir. Por isso, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade.” (Allan Kardec, in O livro dos Espíritos, Tradução de Salvador Gentile, revisão de Elias Barbosa. 100. Ed. Araras, SP: IDE, 1996, questão 766).
Fato é que, toda pessoa é um ser coletivo que está à procura da pureza espiritual que se dará por meio da prática das lições trazidas pelo Mestre Jesus, que se inicia pelo ensinamento “Amar ao próximo como a si mesmo”.

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