logolaranja.png
..::data e hora::.. 00:00:00
Rafael RHO 741.jpg
conversa direta logo.jpg

Ed. 1065 - Ex-libertário

 

   Em 2017 o intelectual conservador Rodrigo Constantino publicou um livro intitulado ‘Confissões de um ex-libertário’, onde ele confessa suas tendências liberais (em termos de liberalismo econômico) da juventude, as quais foram sendo preteridas pelo conservadorismo, à medida em que ele amadureceu e ampliou seu entendimento da realidade.
De forma similar, muitos libertários e esquerdistas revolucionários mudam de rumo quando acordam para a realidade de uma vida adulta. Inclusive tem um ditado que diz: Quem não é socialista na juventude não tem coração, e quem continua socialista na vida adulta não tem cérebro.
Entretanto, muita gente grande não larga a ilusão na utopia socialista, que nunca deu certo em nenhum lugar do mundo. Para Roger Kimball “A idealização da juventude resultou não só na disseminação de valores e paixões adolescentes: também levou ao eclipse de virtudes adultas como prudência, responsabilidade e moderação.”
Essa constatação decorre do fato do jovem ser um libertário por natureza, pois vive um momento de construção de sua personalidade, desejoso de se livrar do controle paterno/ materno. Daí a predisposição à rebeldia, em contestar o status quo e o alinhamento previsível com o pensamento revolucionário, que por sinal é um traço característico da esquerda, desde a Revolução Francesa.
Além disso, em geral, o jovem não construiu família ou patrimônio, logo não sabe aquilatar o valor dessas conquistas. Seu imediatismo o leva a querer soluções mais rápidas e a acreditar em fórmulas milagrosas para os problemas da humanidade. E se tudo der errado nos seus “experimentos sociais”, ele não tem nada a perder.
Essa tendência é impulsionada no Brasil pelo fato que desde a década de 1960 somos vítimas do marxismo cultural, onde a esquerda faz a cabeça da rapaziada contando a história que lhes convém nos livros didáticos, revistas, cinema, música, tv e demais produtos culturais.
Dessa forma, a esquerda é pintada como salvadora das garras cruéis do capitalismo selvagem dos Yankees imperialistas. Enquanto isso, genocidas sanguinários como Stálin, Pol Pot e Mao Tsé Tung tornam-se virtuosos ídolos da garotada, que cai na ladainha de um mundo socialista igualitário, no qual a única igualdade que promovem de fato é a miséria e controle social do estado.
Apesar de não sermos um país socialista, as ideias marxistas tiveram tanta receptividade, que constituíram corrente de pensamento na educação (Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire) e até uma corrente teológica: a Teologia da Libertação, defendida há décadas por figuras como Leonardo Boff.
Mas quem de nós nunca foi enganado? Me incluo no universo daqueles que foram vítimas da patrulha ideológica, mas felizmente pude acordar para essa armadilha. Cheguei a assistir o filme ‘Diário de motocicleta’, onde o argentino Che Guevara é apresentado num filme tão poético que nem de longe lembra o guerrilheiro que executava a sangue frio os oponentes e desafetos no paredão.
A própria Revolução Francesa, que prometia Liberdade, Igualdade e Fraternidade, criou a guilhotina e decepou milhares de compatriotas para instituir um novo regime que não deu certo.
A revolução cultural de 1968, novamente na França, gerou mais problemas,  com o sexo sem limites morais, uso desenfreado de drogas, relativização de valores cristãos e imposição de outros deletérios como o hedonismo (prazer pessoal em primeiro lugar) e individualismo (eu primeiro).
Então caro leitor, se você um dia foi vítima da inculcação ideológica de esquerda, saiba que não é o único, e que nunca é tarde para mudar.

linha.png