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O Sonho terminou. (por Francisco Berta Canibal)

“É sonhar em vão tentar iludir aos outros.” De Charles Chaplin.

   “ Nossa geração lançada a sorte e nos apregoavam, que teríamos a oportunidade de ver, ter e viver com um desenvolvimento significativo, e o Brasil efetivamente seria o País do futuro, e o que temos hoje é o País pós futuro.”
Tudo começa na década de 40 do século passado, com o projeto de industrialização, quando o Brasil com o resultado econômico e político da Segunda Grande Guerra, havia a possibilidade de um desenvolvimento pleno e com isto poderíamos sair de um estágio primário para alcançarmos padrões dos países mais desenvolvidos.
Volto aos livros. Hoje se consegue também informações via internet. No momento está o governo negociando a Eletrobrás em um ambiente político, falho, tempestuoso e indigno, como outros desde muito.  Minha  opinião continua, quanto ao indigno, depois da tal transferência da Capital Federal, para o meio do nada. Hoje pagamos caro por esta aventura, e as próximas gerações tão sedo não se livrarão deste nada. É uma ilha política administrativa, e a cada dia se reforça mais e mais.
O livro A Energia Elétrica no Brasil, da primeira lâmpada a Eletrobrás da Biblioteca do Exército Editora publicado em 1977.  Os problemas do pós-guerra e os racionamentos. Pagina 66
Os problemas de inversão de recursos do setor, e o grande surto de industrialização desencadeado houve uma demanda muito alta de energia, e esta não acompanha o consumo. Insuficiência na geração e agravada com ciclo de estiagem com diminuição de mananciais e esvaziamento dos reservatórios. A consequência imediata é o racionamento. Este causa  problemas domésticos, atinge equipamentos industriais como os grandes fornos,  a altas temperaturas das fábricas de vidros e siderúrgicas, que precisam ser mantidas temperaturas permanentemente. Além do mais causa o racionamento e entraves ao setor de serviços.
As estiagens não são novidades em nosso País, hoje agravado pelo desmando ambiental, que no papel é obrigatório e na prática e na razão é mais um nada. A primeira grande estiagem publicada neste livro ao qual comento, ocorreu em 1924/25 que reduziu a vazão dos rios Tietê e afluentes, e foram adotadas medidas drásticas estabelecendo regras de consumo, estas medidas do Governo de São Paulo.
Quando da Segunda Guerra, o empresário Roberto Simonsen liderava o projeto de industrialização, período de dificuldades para se importar equipamentos, São Paulo os investimentos ficaram reduzidos a 100 MW.
A pós o período da Guerra, agravado pela alta da inflação e o aumento da demanda e falta de inversão de capital. Com isto prejudicado a instalação do parque industrial de São Paulo. Em 1946 houve uma queda de frequência e na energia nas horas de pique, de até 95%, que é uma forma de tentar acomodar a deficiência da capacidade instalada. Continua a demanda na década de 50 e com racionamento.  De 1950 a 1955 a situação se agrava pela intensa estiagem que se verifica em toda a Região Sudoeste.
No Rio de Janeiro, as maiores crises verificaram-se por períodos intermitentes, entre os anos de 1951 e 1964, devido a dois fatores insuficiência de geração e vazões baixas do rio Paraíba, por força da estiagem. Toda a energia gerada por hidroelétricas. Inclusive o nível do Paraíba, por estar reduzido e prejudica o fornecimento de água no Rio de Janeiro.
Em 1963 e 1964, dado o problema da estiagem o Governo da Guanabara adquiriu quatro geradores turbo gás, com potência global de 44.000 KW que contribui para resolver parte da crise.
Uma consequência dos racionamentos é a expansão dos autoprodutores; não só fábricas, como hotéis, cinemas, prédios instalam seus geradores próprios. A única solução para evitar graves prejuízos.
Diante do espetáculo dos dias de hoje argumento de acordo com o quadro político e ambiental, que é próprio do momento como foi outrora, e os problemas continuam. A demanda nestes dias de 2021 tendem  aumentar, pois é uma questão de tempo e tecnologia com a necessária geração e distribuição de energia, e esta deverá ser farta, barata e contínua, só assim teremos desenvolvimento.  Como transparece um projeto conservador, teremos vários problemas porque se agrava a cada estiagem o nível das barragens. E as alternativas são antagônicas aos interesses instalados.
A pobre Nação com seus gargalhos e os interesses dos donos do País, consumado em um capitalismo anão, que só depende dos recursos do próprio Estado. Este  tomado de reservas e privilégios, ficaremos com um problema cada vez maior ambiental, e com sequelas em um pedestal de honrarias disfarçadas de honestas que se curvam assistindo a destruição de tudo, contrário ao Código Florestal, e admitindo os erros ambientais e absurdos urbanos, ficaram, ficam e ficarão no escuro e assim mesmo renegam;  carvão, gás, vento, ondas do mar e sol e etc.... E assim mesmo, se dizem responsáveis.
“ A mentira sobre energia é mais uma das tantas, é o resultado de um amadorismo profissional e político, e plagiando o argentino, é bom que saiam  da selva enquanto ainda é tempo.”

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