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A Educação Muda. A Educação Cura.

por José Paulo da Rosa – diretor regional do Sesc/Senac-RS

   A guerra das Coreias ocorreu de 1950 a 1953. Mesmo durante a guerra, a Coreia do Sul manteve os investimentos em educação, definidos em 10% do PIB. Muitos criticaram essa decisão, entendendo que a prioridade deveria ser outra. Entretanto, com essa priorização, depois de algumas décadas o país transformou-se numa potência mundial, sede de empresas de alta tecnologia, decorrente de uma população com nível educacional elevado. Singapura, que obteve sua separação da Malásia apenas em 1965, também optou por um plano nacional de incentivo à educação, em 1979. No ano de 2015 obteve o primeiro lugar do mundo no PISA. Estive nesses dois países, pesquisando seu sistema de gestão escolar. É impressionante observar a evolução econômica, cercada de um desenvolvimento tecnológico e cultural. Da Coreia do Sul veio a produção que ganhou o Oscar de melhor filme em 2020 - Parasita. Já Singapura tem uma arquitetura deslumbrante e um dos maiores PIBs per capita do mundo. A educação mudou esses países. Além disso, conforme observado no enfrentamento da pandemia, Coreia do Sul e Singapura estão entre aqueles países que melhor enfrentaram a doença. A educação cura.
O Brasil, por sua vez, mesmo sem guerra, continua envolto em questões ideológicas, estruturais, econômicas, políticas – e a educação fica em segundo plano. Vários governos se passaram e ainda não temos a educação como prioridade. Com a pandemia, teremos um prejuízo imensurável com as crianças fora da escola. Nossa posição no PISA tem sido entre os últimos, em cerca de 70 países avaliados. Vai piorar. Os exemplos pelo mundo demonstram que priorizar a educação é o caminho que precisamos adotar. Passada a pandemia, os negócios voltarão a pleno e novamente viveremos um apagão na educação, com falta de pessoas preparadas para dar suporte ao necessário desenvolvimento do país. Continuemos na luta para que essa prioridade vença. Porque a educação muda. A educação cura.

 

A importância da Educação

   Em 28 de abril comemora-se o Dia Mundial da Educação. De maneiras diferentes somos constantemente tocados e experimentamos processos de aprendizado, sejam eles formais ou informais. São, pois, nestes momentos de desenvolvimento de habilidades e competências que constituímos parte importante de quem somos. 
A educação proveniente desses processos muda quem somos e transforma a nossa realidade. Aos 18 anos me tornei professora, mas sem antes (e constantemente) estar envolvida em muitas relações de ensino e aprendizado, as quais foram fundamentais para construção de quem sou. 
Com muita paciência e insistência para que prestasse atenção aos sons das letras, fui alfabetizada na mesa da cozinha de casa. A concentração acontecia independente das colheres que batiam nas panelas e chiados que vinham do fogão, que nunca parava de trabalhar. Nessa sinfonia, e de maneira muito sutil e em meio às atribulações de uma mãe ocupada, consegui entender que aquele momento era necessário e importante. 
Mais tarde, com maturidade e como docente que me tornei, consigo facilmente visualizar a marca indelével desses momentos de ensino na vida dos alunos e é por isso que não vejo outra saída: estamos todos incrivelmente fadados a ser transformados pela educação! 
Nesse dia, fica o convite para que possamos refletir e reconhecer cada vez mais acerca do impacto da educação em nossas vidas. Que ela seja para todos sinônimo de esperança diante dos quaisquer obstáculos e desafios do dia a dia. 
por Elene Giordano Reck
docente Senac Alegrete

 

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