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PALAVRA DE MULHER: Ed. 1049
É de chorar...

   Se em outros tempos a população brasileira já se angustiava com acertos e erros na educação no país, é mais do que compreensível que preocupe-se mais ainda agora.

Falando mais concretamente no Rio Grande do Sul, costumávamos aparecer nos primeiros lugares na classificação dos estados. Hoje, ocupamos o 16º lugar entre os estados brasileiros. Ainda precisamos levar em conta que, mesmo aqui, as coisas não são homogêneas. Temos verdadeiras ilhas de avanço tecnológico, atendimento diferenciado em escolas onde a comunidade, professores, pais, alunos e administração pública trabalham em conjunto. Em outros, a localização periférica, a falta constante de professores em matérias básicas, a periculosidade da região, a evasão escolar por crianças de famílias desestruturadas e ou na extrema pobreza, fazem do nosso estado e do país um lugar de diferenças sociais, econômicas, estruturais e educacionais de um tamanho abismal.

   A História explica mas não justifica. Dom João VI chegou em 1808 e só aí começou a estruturar o Brasil como país. Mas o analfabetismo era a tônica entre ricos e pobres. Assim fomos crescendo com D. Pedro I afoito e repartido entre dois países, Portugal e Brasil. E a Proclamação da República, não gerou imediatamente o que o país precisava.

   A trilogia 1808, 1822, 1889 de Laurentino Gomes mostra muito bem e de forma leve porque somos o que somos.

Voltando a nossa realidade da Pandemia que já completou um ano e à espera de uma vacina para toda a população, nosso dilema continua. Aulas presenciais ou à distância? Qualquer uma das resoluções vai necessitar de muito cuidado e acompanhamento, porque ainda assim, não dá para esquecer que o que mais vale é a vida.

   E os salários dos docentes? Em todas as categorias do magistério, o que mais sofre é a estadual. Fazendo uma comparação com quem trabalha em dedicação exclusiva, o professor estadual não chega na aposentadoria aos dez mil reais. Já o federal chega fácil aos quinze mil, enquanto o municipal alegretense, se acumular vantagens como difícil acesso, direção, vice-direção, etc. pode chegar a uns treze mil e tantos.

Ainda assim o estadual com o  desconto que atinge agora os aposentados tiveram  seu salário reduzido a um patamar indigno da carreira.

Solidariedade aos nossos colegas, professores estaduais.

   Alguém, ou todos terão que começar a pensar a respeito. Homens e mulheres com boa instrução e inteligência estão cada vez mais optando por outras carreiras, de preferência no Exército, no Legislativo ou no Judiciário.

A vida é dinâmica. Assim, a realidade exige mudanças. Só avançaremos se esse verdadeiro tumor maligno da impunidade, da leniência e da injustiça tiver sério combate por toda a população, não aceitando o que é errado ou injusto.

Se e o problema é estrutural como alegam todos os governantes, mexa-se na estrutura... Coragem!

 

Ivan Izquierdo

   O fato de ser argentino não nos tira o orgulho de ter feito parte de nossa intelectualidade o médico e cientista  Ivan Izquierdo.

Em um dos campos menos explorados da ciência e da medicina, Ivan Izquierdo foi reconhecido no mundo inteiro pelas suas pesquisas a respeito do cérebro humano e da memória.

Nossas universidades, a UFRGS e a PUCRS foram as felizes instituições que tiveram a honra de tê-lo em seus quadros.

Um cidadão cuja vida valeu a pena. Obrigada, doutor!

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